Tempus – Actas de Saúde Coletiva //tempusactas.unb.br/index.php/tempus As Diretrizes de Avaliação da TEMPUS consideram inicialmente o foco da revista (com destaque para epidemiologia; saúde e sua discussão nas ciências sociais e humanas; educação e promoção da saúde; Bioética, tecnologia da informação em saúde, comunicação c Núcleo de Estudos em Saúde Pública (NESP) pt-BR Tempus – Actas de Saúde Coletiva 1982-8829 <p>A <strong>Tempus</strong> garante critérios rigorosos, por meio de avaliação sistemática. Os autores se responsabilizam pela veracidade e ineditismo do trabalho cabendo a eles a cessão de direitos de publicação à revista. A confiabilidade dos conteúdos e a marca própria de apresentação tem como objetivo uma comunicação personalizada, adaptada aos padrões da revista, na medida em que adota critérios de excelência exigidos por seus usuários e especialistas, considerando os rigores da comunicação científica. Os autores devem especificar sua contribuição individual na concepção, delineamento, execução do trabalho, análise ou interpretação dos dados, redação e aprovação final do manuscrito. Incluir Fontes de financiamento e de apoio logístico das pesquisas. Ao final da submissão do artigo, os autores devem enviar uma declaração de cessão de direitos de publicação à Revista TEMPUS , assinada e no formato PDF (Portable Document Format ): <a href="http://nesp.unb.br/images/M_images/modeloderesponsabilidade.pdf" target="_blank" rel="noopener"> Modelo da declaração de cessão de direitos.</a></p> Saber da experiência e cuidado: o que podem as Agentes Comunitárias de Saúde? //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2931 <p>Não se sabe ao certo a origem da ideia que culminou na existência da função de Agente Comunitário de Saúde (ACS). Há quem atribua a origem da contemporânea ACS à figura do <em>feldsher</em>, um auxiliar médico que surgiu na Rússia Czarista. No Brasil, a função de ACS surgiu na cidade de Jucás, no Ceará, entre 1979-1986, inspirada na experiência canadense e cubana. Há um certo modo hegemônico de olhar essas profissionais e suas ações no campo da produção de saber. Insiste-se em descrever essa profissional como carente de formação técnico-científica e profissional-objeto de avaliação. Poucos trabalhos se dedicam às potencialidades e ao fortalecimento da profissão, com sua identidade particular de liderança comunitária, pertencimento social e produção de vínculo. Este artigo resulta de uma pesquisa a respeito das experiências das ACS, experiência como processo intersubjetivo modelador e qualificador das relações e práticas de cuidado a partir das suas narrativas. Metodologicamente, fomos ao encontro de seis ACS de uma Unidade de Saúde mista da zona norte de São Paulo , a fim de colher e produzir narrativas a respeito dos seus desafios e dilemas no contexto do trabalho em saúde., Inspiradas na ideia de <em>experiência e saber da experiência</em> de&nbsp; Jorge Larrosa, problematizamos&nbsp; sobre as&nbsp; tecnologias de cuidado. Das conclusões, cabe mencionar que o processo formativo tradicional não considera as diferentes camadas de compreensão de mundo e modos de se relacionar que operam como moduladores de relações e práticas. Nesse sentido, ficam invisíveis&nbsp; princípios e valores que determinam a pluralidade e diversidade de formas de pensar e fazer o cuidado.</p> Helena Oliveira Copyright (c) 14 3 Tuberculose: Fatores de Risco e Comorbidades no Município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2930 <p>A tuberculose permanece entre as doenças infectocontagiosas mais prevalentes em todo o mundo tendo como fatores de risco de adoecimento comorbidades como etilismo, diabetes mellitus, o uso de drogas lícitas e ilícitas e HIV. Trata-se de uma pesquisa transversal de dados secundários que objetivou estimar a incidência dos casos de tuberculose e descrever as comorbidades de todos os casos de tuberculose notificados ao Sistema Nacional de Agravos de Notificação no município de Campo Grande/MS, período de janeiro de 2014 a dezembro de 2019. A taxa de incidência no município variou no período de 31,56 a 51,42 casos/100 mil habitantes. Observou-se predomínio no sexo masculino (80,3%). Quanto às comorbidades, 70,5% apresentaram pelo menos uma. O tabagismo foi o agravo mais prevalente (27%), seguido pelo uso de substâncias psicoativas, álcool e coinfecção pelo vírus HIV/Aids (13,8%). O diabetes foi a doença menos prevalente com 5,4%, o que difere das taxas nacionais. Evidenciou-se a possível ocorrência de atraso do diagnóstico, um terço dos casos de tuberculose foram diagnosticados nos hospitais. O coeficiente de incidência no município foi superior ao do estado e do Brasil, principalmente nos anos d e108 e 2019, com uma taxa de incidência de 51,42 e 41,6, respectivamente. &nbsp;</p> João Pedro Arantes da Cunha Ana Maria Campos Marques Rachel Carvalho Lemos Paloma Almeida Kowalski Copyright (c) 14 3 Fatores de risco e de proteção decorrentes do uso de crack em um CAPSAD do Distrito Federal //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2929 <p>Objetivo: Identificar os fatores de risco e fatores de proteção decorrentes do uso de crack na perspectiva dos usuários.<br>Método: Pesquisa qualitativa descritiva exploratória com aplicação de entrevista semiestruturada com 24 usuários de crack, de ambos os gêneros e idade superior a 18 anos em um CAPSADIII do Distrito Federal.<br>Resultados: Os dados evidenciaram os fatores de risco em situação de vulnerabilidade social, comprometimento da saúde física, mental e sexual, na qualidade da substância e no estilo de vida, onde o comportamento individual sofre insurgências do grupo social e da violência que permeia o uso de crack. A família e amigos foram considerados como fator de proteção submergem nas relações paradoxais e frágeis em função da confiança. O CAPS também foi destaque no tratamento diferenciado como fator de proteção na perspectiva da clínica ampliada.<br>Conclusão: O conhecimento dos fatores de risco e de proteção permite a proposição de estratégias preventivas, orientadas pelas trajetórias de vidas e contexto psicossocial alinhadas com a proposta de redução de danos e da atenção integral em saúde, de forma intersetorial e multidisciplinar.</p> Aurélio Matos Andrade Andrade Marina Lessa Gomes da Matta Maria Aparecida Gussi Maria da Glória Lima Copyright (c) 14 3 (RE) SIGNIFICAÇÃO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR NAS PRÁTICAS DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2927 <p>O Agente Comunitário de Saúde (ACS) é estratégico na ampliação do acesso à assistência em saúde&nbsp;e a prevenção. Durante uma pandemia, a vigilância necessita conhecer práticas locais e os saberes ancestrais de uma comunidade, ainda que o&nbsp;modelo biomédico hegemônico atrelado aos interesses capitalistas exclua outros saberes. O objetivo deste estudo é identificar e analisar os saberes que compõem o processo de trabalho do ACS. Baseada na Ecologia de Saberes, uma pesquisa com grupos focais foi desenvolvida em 2 estratégias saúde da família no município de Caucaia/CE. Identificou-se uma sobreposição e a abdicação de saberes ancestrais para reforçar a legitimidade dos ACS como equipe de saúde. O desejo de ampliar a resolutividade de suas atividades só parece poder ser aceito a partir da formação em enfermagem e a abdicação dos saberes populares. Concluiu-se que atuação por estratégias educadoras reguladoras distanciou o ACS do objetivo real de seu trabalho. O afastamento do modelo adotado pela comunidade e a não ampliação de sua participação na equipe de saúde se configura num conflito. A Ecologia dos Saberes pode permitir a coexistência de diferentes percepções e a confrontação do saber hegemônico, propiciando a reconciliação entre os saberes, com novas articulações no modelo de prevenção em uma epistemologia que viabilize um novo modelo de vigilância.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Agente Comunitários de Saúde, Condições de Trabalho, Vigilância em Saúde do Trabalhador; Ecologia de Saberes</p> Jane Mary de Miranda Lima Vânia Maria Araújo Loureiro Fátima Sueli Neto Ribeiro Ana Maria Cheble Bahia Braga Copyright (c) 14 3