Tempus – Actas de Saúde Coletiva //tempusactas.unb.br/index.php/tempus As Diretrizes de Avaliação da TEMPUS consideram inicialmente o foco da revista (com destaque para epidemiologia; saúde e sua discussão nas ciências sociais e humanas; educação e promoção da saúde; Bioética, tecnologia da informação em saúde, comunicação c pt-BR <p>A <strong>Tempus</strong> garante critérios rigorosos, por meio de avaliação sistemática. Os autores se responsabilizam pela veracidade e ineditismo do trabalho cabendo a eles a cessão de direitos de publicação à revista. A confiabilidade dos conteúdos e a marca própria de apresentação tem como objetivo uma comunicação personalizada, adaptada aos padrões da revista, na medida em que adota critérios de excelência exigidos por seus usuários e especialistas, considerando os rigores da comunicação científica. Os autores devem especificar sua contribuição individual na concepção, delineamento, execução do trabalho, análise ou interpretação dos dados, redação e aprovação final do manuscrito. Incluir Fontes de financiamento e de apoio logístico das pesquisas. Ao final da submissão do artigo, os autores devem enviar uma declaração de cessão de direitos de publicação à Revista TEMPUS , assinada e no formato PDF (Portable Document Format ): <a href="http://nesp.unb.br/images/M_images/modeloderesponsabilidade.pdf" target="_blank" rel="noopener"> Modelo da declaração de cessão de direitos.</a></p> valeriamendonca@gmail.com (Profa. Dra. Ana Valéria Machado Mendonça (Editora Executiva)) jcesar@unb.br (Prof. Me. Júlio César Cabral) Seg, 31 Mai 2021 14:09:57 +0000 OJS 3.2.1.0 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 CONFLITOS ÉTICOS NO COTIDIANO DE TRABALHO DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2933 <p><strong>RESUMO: </strong>O Agente Comunitário de Saúde é considerado ator principal para capilarizar o processo de socialização das informações dos usuários e de fomento à mobilização comunitária, por residirem na área onde trabalham e possuírem vínculos ampliados com a população. Assim, devido às relações interpessoais constantes no desenvolvimento do trabalho, surgem conflitos éticos em seu cotidiano. Dessa forma, o estudo tem por objetivo conhecer os conflitos éticos que permeiam o cotidiano de trabalho do agente comunitário de saúde. Realizou-se estudo qualitativo e a coleta de dados ocorreu por meio de dois grupos focais, um com seis participantes e outro com cinco, no período de outubro a dezembro de 2016, em um município na região da Zona da Mata do estado de Minas Gerais. A análise de dados deu-se por meio da técnica de Análise de Conteúdo de Bardin. Emergiram-se quatro categorias, que relatam os conflitos éticos como desencadeadores dos processos de comunicação do agente comunitário de saúde com a equipe e a gestão, das relações com usuários, dos papéis assumidos e da postura profissional desses com a equipe. Ademais, evidencia-se que é necessário formular estratégias a fim de valorizar o agente comunitário de saúde como membro da equipe, além de criar espaços de debates sobre o cotidiano e os conflitos éticos vivenciados, para que haja uma melhor qualidade de vida desses trabalhadores e, consequentemente da saúde a ser ofertada à comunidade.</p> Mylene Mayara Santos Dias, BEATRIZ SANTANA CAÇADOR, LAYLLA VERIDIANA CASTORIA SILVA, Camila Ribeiro Souza, Debora Carvalho Ferreira, Mara Rúbia Maciel Cardoso do Prado Copyright (c) //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2933 Saber da experiência e cuidado: o que podem as Agentes Comunitárias de Saúde? //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2931 <p>Não se sabe ao certo a origem da ideia que culminou na existência da função de Agente Comunitário de Saúde (ACS). Há quem atribua a origem da contemporânea ACS à figura do <em>feldsher</em>, um auxiliar médico que surgiu na Rússia Czarista. No Brasil, a função de ACS surgiu na cidade de Jucás, no Ceará, entre 1979-1986, inspirada na experiência canadense e cubana. Há um certo modo hegemônico de olhar essas profissionais e suas ações no campo da produção de saber. Insiste-se em descrever essa profissional como carente de formação técnico-científica e profissional-objeto de avaliação. Poucos trabalhos se dedicam às potencialidades e ao fortalecimento da profissão, com sua identidade particular de liderança comunitária, pertencimento social e produção de vínculo. Este artigo resulta de uma pesquisa a respeito das experiências das ACS, experiência como processo intersubjetivo modelador e qualificador das relações e práticas de cuidado a partir das suas narrativas. Metodologicamente, fomos ao encontro de seis ACS de uma Unidade de Saúde mista da zona norte de São Paulo , a fim de colher e produzir narrativas a respeito dos seus desafios e dilemas no contexto do trabalho em saúde., Inspiradas na ideia de <em>experiência e saber da experiência</em> de&nbsp; Jorge Larrosa, problematizamos&nbsp; sobre as&nbsp; tecnologias de cuidado. Das conclusões, cabe mencionar que o processo formativo tradicional não considera as diferentes camadas de compreensão de mundo e modos de se relacionar que operam como moduladores de relações e práticas. Nesse sentido, ficam invisíveis&nbsp; princípios e valores que determinam a pluralidade e diversidade de formas de pensar e fazer o cuidado.</p> Helena Oliveira Copyright (c) //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2931 Tuberculose: Fatores de Risco e Comorbidades no Município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2930 <p>A tuberculose permanece entre as doenças infectocontagiosas mais prevalentes em todo o mundo tendo como fatores de risco de adoecimento comorbidades como etilismo, diabetes mellitus, o uso de drogas lícitas e ilícitas e HIV. Trata-se de uma pesquisa transversal de dados secundários que objetivou estimar a incidência dos casos de tuberculose e descrever as comorbidades de todos os casos de tuberculose notificados ao Sistema Nacional de Agravos de Notificação no município de Campo Grande/MS, período de janeiro de 2014 a dezembro de 2019. A taxa de incidência no município variou no período de 31,56 a 51,42 casos/100 mil habitantes. Observou-se predomínio no sexo masculino (80,3%). Quanto às comorbidades, 70,5% apresentaram pelo menos uma. O tabagismo foi o agravo mais prevalente (27%), seguido pelo uso de substâncias psicoativas, álcool e coinfecção pelo vírus HIV/Aids (13,8%). O diabetes foi a doença menos prevalente com 5,4%, o que difere das taxas nacionais. Evidenciou-se a possível ocorrência de atraso do diagnóstico, um terço dos casos de tuberculose foram diagnosticados nos hospitais. O coeficiente de incidência no município foi superior ao do estado e do Brasil, principalmente nos anos d e108 e 2019, com uma taxa de incidência de 51,42 e 41,6, respectivamente. &nbsp;</p> João Pedro Arantes da Cunha, Ana Maria Campos Marques, Rachel Carvalho Lemos, Paloma Almeida Kowalski Copyright (c) //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2930 Fatores de risco e de proteção decorrentes do uso de crack em um CAPSAD do Distrito Federal //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2929 <p>Objetivo: Identificar os fatores de risco e fatores de proteção decorrentes do uso de crack na perspectiva dos usuários.<br>Método: Pesquisa qualitativa descritiva exploratória com aplicação de entrevista semiestruturada com 24 usuários de crack, de ambos os gêneros e idade superior a 18 anos em um CAPSADIII do Distrito Federal.<br>Resultados: Os dados evidenciaram os fatores de risco em situação de vulnerabilidade social, comprometimento da saúde física, mental e sexual, na qualidade da substância e no estilo de vida, onde o comportamento individual sofre insurgências do grupo social e da violência que permeia o uso de crack. A família e amigos foram considerados como fator de proteção submergem nas relações paradoxais e frágeis em função da confiança. O CAPS também foi destaque no tratamento diferenciado como fator de proteção na perspectiva da clínica ampliada.<br>Conclusão: O conhecimento dos fatores de risco e de proteção permite a proposição de estratégias preventivas, orientadas pelas trajetórias de vidas e contexto psicossocial alinhadas com a proposta de redução de danos e da atenção integral em saúde, de forma intersetorial e multidisciplinar.</p> Aurélio Matos Andrade Andrade, Marina Lessa Gomes da Matta, Maria Aparecida Gussi, Maria da Glória Lima Copyright (c) //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/2929