Automedicação em acadêmicos de uma universidade pública do sul de Minas Gerais.

Cristina Martiniano Montanari, Walneia Aparecida de Souza, Daniela Oliveira Vilela, Fernando Sousa Araújo, Márcia Helena Miranda Cardoso Podestá, Eric Batista Ferreira

Resumo


Introdução: A automedicação é uma prática frequente em qualquer parte do mundo e o estudo de utilização de medicamentos segundo a Organização Mundial de Saúde, é reconhecido como um importante indicador para identificar as principais patologias em populações específicas, estimar prevalências e possibilitar melhor conhecimento de como as populações utilizam os recursos terapêuticos. Objetivo: Assim, o presente estudo apresenta como objetivo, verificar a prevalência de automedicação entre acadêmicos de uma Universidade Pública do Sul de Minas Gerais e verificar se os dois grupos se comportam de modos diferentes. Para isso, realizou-se um estudo descritivo e transversal com uma amostra de 200 acadêmicos, sendo 100 da área da Ciência da Saúde (grupo 1) e 100 da área das Ciências Humanas (grupo 2). Resultados: A prevalência de automedicação foi de 96,9% entre os acadêmicos do grupo 1 e 82,6% do grupo 2 (p=0,002). As classes de fármacos mais utilizadas foram a dos analgésicos/antipiréticos. O principal responsável pela indicação do medicamento no grupo 1 foi o farmacêutico; já no grupo 2, foram os familiares e conhecidos (p=0,002) Conclusão: A automedicação é uma prática frequente entre os dois grupos estudados, sendo que os acadêmicos que possuem em seu currículo disciplinas de terapêutica, foram os que mais fizeram uso dessa prática. Como ocorre em vários outros estudos de utilização de medicamentos, os analgésicos representaram a classe de fármacos de maior utilização.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18569/tempus.v8i4.1596



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Revista Tempus - Actas de Saúde Coletiva (ISSN 1982-8829).
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