Impacto do rompimento da barragem em Mariana–MG na saúde da população ribeirinha da cidade de Colatina–ES

Ederson Mieis Rocha, Lucas Grobério Moulim de Moraes, Larissa Valério de Almeida, Letícia Rego Dalvi, Luciano Castiglioni Andriato, Lucas Kefler Bergamaschi, Luiza Seidel Dala-Bernardina, Willian Borges Pereira, Vanilda Gomes Gimenez, Orlando Chiarelli-Neto, Herivelto dos Santos Almeida

Resumo


RESUMO: A água é um direito do ser humano, que além de ser fornecida em quantidade adequada, deve ser qualitativamente favorável ao consumo. Objetivou-se neste estudo mensurar os impactos na população ribeirinha da cidade Colatina–ES provocados pelo desprendimento de rejeitos de mineração no Rio Doce, provenientes da cidade de Mariana–MG. Os métodos utilizados para o projeto foram embasados em uma pesquisa teórica seguida de um trabalho em campo de caráter longitudinal, quantitativo e não probabilístico. A abordagem, no âmbito epidemiológico, demonstrou aumento expressivo na incidência de sinais e sintomas prodrômicos de patologias, como a diarreia, febre e afecções de pele e fâneros que obtiveram evolução aproximada de 172,7%, 133,3% e 35,3%, respectivamente. Tais parâmetros estão intimamente associadas as consequências do desastre ambiental, pelas alterações do meio ambiente, interrupção do fornecimento de água, contaminação hídrica, dentre outras. Notou-se necessidade de redefinir temáticas de educação em saúde pelas instituições governamentais para o manejo de qualidade da água. Sintomas como febre, diarreia, e alterações de pele tiveram elevação das taxas associadas com efeitos adversos no âmbito biológico, psicológico, social e econômico.

Palavras-chave


Água; Rejeitos de minério; Rio Doce; População ribeirinha; Saúde Pública.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18569/tempus.v10i3.1902



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