Trajetória de uma Fonoaudióloga em serviços substitutivos de saúde mental

Juliana Pinheiro dos Santos

Resumo


Este artigo surgiu a partir da produção teórico-clínica realizada nos dois anos de residência multiprofissional em saúde mental na cidade de Campinas que teve como campo de atuação num CAPS III, um Centro de Convivência, uma oficina de trabalho e geração de renda e uma rádio comunitária na cidade de Montevidéu (Uruguai) visitada durante o estágio eletivo. Tem-se por objetivo integrar as diversas experiências vivenciadas, a partir do campo da comunicação humana e suas alterações, consequentemente fomentar a discussão sobre a inclusão de outros núcleos de saber nas equipes de saúde mental, tanto infantil quanto adulto, registrar as possibilidades de inserção da fonoaudiologia na saúde mental, ampliar a visão dos profissionais da saúde mental para com o núcleo da fonoaudiologia. Como resultado, foi possível desenvolver e construir um processo coletivo pressupondo a ideia de clínica ampliada, possibilitando complementariedade dos núcleos de saber e o reconhecimento dos sujeitos no processo de cogestão de coletivos como um processo que permite a participação dos sujeitos no processo de trabalho e possibilita a capacidade de analisar e intervir sobre o mundo.

Palavras-chave


Fonoaudiologia; Saúde Mental; Redes Comunitárias; Autonomia Pessoal; Comunicação

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DOI: http://dx.doi.org/10.18569/tempus.v10i4.2062



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