Reconfiguração do horário de trabalho para turnos de 12h: que impactos na saúde?

Liliana Cunha, Daniel Silva, Marta Santos, Cláudia Pereira, Marianne Lacomblez

Resumo


Num contexto normativo que amplia a margem para configuração de horários de trabalho ao abrigo de um “regime de adaptabilidade”, acentua-se o debate sobre os turnos de 12h, em virtude de uma conjuntura que mobiliza mais trabalhadores para tais horários, bem como das evidências de impactos na saúde. A partir da análise da mudança de um horário 3x8h para 2x12h numa empresa portuguesa, este estudo explora os fatores e condições considerados de risco agravado em jornadas de 12h. Os resultados revelam que os trabalhadores, no confronto com os constrangimentos do trabalho nestes horários, constroem estratégias de preservação de si e do coletivo, ainda que estas estratégias comportem custos para a saúde. A ponderação (no imediato e a longo prazo) que cada trabalhador faz sobre a sustentabilidade do trabalho em 12h convoca, simultaneamente, para debate: as especificidades do conteúdo de trabalho, a fase do percurso profissional e as suas exigências concretas, e os imperativos de conciliação com a vida fora do trabalho.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18569/tempus.v13i2.2673



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Revista Tempus - Actas de Saúde Coletiva (ISSN 1982-8829).
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