Mulheres encarceradas: relação entre autoavaliação do estado de saúde e experiências discriminatórias

relationship between self-rated health and discriminatory experiences

Autores

  • Lidiane Castro Duarte de Aquino Anexo Feminino Eliane Betti, da Penitenciária José Edson Cavalieri, Juiz de Fora, MG, Brasil
  • Cosme Rezende Laurindo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
  • Miriã Ferreira da Silva Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
  • Isabel Cristina Gonçalves Leite Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil
  • Danielle Teles da Cruz Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v12i2.2832

Resumo

Objetivou-se verificar a correlação entre autoavaliação do estado de saúde e tratamento discriminatório recebido por detentas em uma unidade prisional. Trata-se de um estudo transversal. Foi realizado um inquérito com 99 mulheres acauteladas em uma unidade prisional na cidade de Juiz de Fora-MG de setembro/2019 a fevereiro/2020. A coleta de dados deu-se através de entrevista face a face, por meio de questionário semiestruturado. Os dados foram processados através do software Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versão 15.0 e submetidos à análise descritiva e cálculo de coeficiente de correlação de Spearman. Foi realizada também a análise de componentes principais, utilizando o autovalor (Kaiser criterion) e o método de fatoração do eixo principal, rotação ortogonal (varimax). Foram encontrados resultados significativos (p<0,05) na análise de correlação entre pior autoavaliação do estado de saúde e experiências discriminatórias relacionadas a condição social e aparência física por parte de outras detentas. O total de explicação da variabilidade entre CP1 e CP3 para tratamento discriminatório por parte de funcionários foi 74,7%; por parte de outras detentas entre CP1 e CP2 foi 67,5%. Considerando a robustez da autoavaliação como indicador de saúde e qualidade de vida, podemos inferir que a vivência de experiências discriminatórias tem impacto negativo sobre o estado de saúde das mulheres privadas de liberdade. Os achados deste estudo evidenciam a necessidade de compreensão da dinâmica de saúde deste grupo sob a ótica do conceito ampliado de saúde, bem como a urgência de políticas públicas efetivas que garantam atendimento integral.

Biografia do Autor

Lidiane Castro Duarte de Aquino, Anexo Feminino Eliane Betti, da Penitenciária José Edson Cavalieri, Juiz de Fora, MG, Brasil

Mestra em Saúde Coletiva. Policial Penal no Anexo Feminino Eliane Betti, da Penitenciária José Edson Cavalieri, Juiz de Fora, MG, Brasil.

Cosme Rezende Laurindo, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil

Especialista em Saúde Mental. Mestrando em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil.

Miriã Ferreira da Silva, Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil

Graduanda em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil.

Isabel Cristina Gonçalves Leite, Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil

Doutora em Saúde Pública. Professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil.

Danielle Teles da Cruz, Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil

Doutora em Saúde. Professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil.

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Publicado

2021-08-24

Como Citar

Aquino, L. C. D. de, Laurindo, C. R., Silva, M. F. da, Leite, I. C. G., & Cruz, D. T. da. (2021). Mulheres encarceradas: relação entre autoavaliação do estado de saúde e experiências discriminatórias: relationship between self-rated health and discriminatory experiences. Tempus – Actas De Saúde Coletiva, 12(2). https://doi.org/10.18569/tempus.v12i2.2832

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS