Resumo
Sintomas prolongados, como a incapacidade motora, podem persistir de forma crônica em sobreviventes da covid-19, afetando seu autocuidado e qualidade de vida. Este trabalho tem por objetivo verificar a relação entre a dificuldade para higienização da cavidade bucal e autocuidado de pacientes 12 meses após admissão em Unidades de Terapia Intensiva pós-covid-19 grave de um Hospital Universitário do Sul do Brasil. Trata-se de um estudo transversal analítico com abordagem quantitativa, com dados sociodemográficos, clínicos, de autoavaliação de saúde e escala WHODAS 2.0 de pacientes (n=108) egressos do HURCG do período de março de 2020 a março de 2022. A análise de dados foi realizada através da Mineração de Dados em um processo de Knowledge Discovery in Databases, utilizando modelos de redução da dimensionalidade. Os pacientes foram agrupados de acordo com suas características em Alto Risco e Menor risco. Foram obtidas as variáveis capazes de classificar a dificuldade de higienização da cavidade bucal, dentre elas o autocuidado. Em pacientes com condições de saúde mais graves, menor condição socioeconômica e maior ocorrência de incapacidade verifica-se um alto risco em apresentar dificuldade de higienização da cavidade apesar de ter uma autopercepção de saúde geral e bucal muito positiva. Os pacientes internados em UTI covid-19 apresentam dificuldade para higienização oral embora haja uma boa autopercepção de saúde, devido à aceitação passiva de suas condições.
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