BAIXA COBERTURA DE SAÚDE BUCAL: COMO POTENCIALIZAR O CUIDADO?

Autores

  • Maria Laura Braccini Fagundes Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria/RS, Brasil
  • Orlando Luiz do Amaral Júnior Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria/RS, Brasil
  • Ariane Soares Krassmann Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria/RS, Brasil
  • Patrícia Bastianello Campagnol Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria/RS, Brasil
  • Gabriele Rissotto Menegazzo Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria/RS, Brasil
  • Luísa Helena do Nascimento Tôrres Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria/RS, Brasil
  • Jessye Melgarejo do Amaral Giordani Programa de Pós-Graduação em Ciências Odontológicas, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria/RS, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v14i1.2624

Palavras-chave:

Assistência odontológica, Atenção primária à saúde, Planos e programas de saúde.

Resumo

Objetivo: Este estudo trata-se de um relato de experiência acerca de um programa da prefeitura da cidade de Santa Maria, sul do Brasil, vinculado à um projeto de extensão denominado Sorria Santa Maria que teve seu início em 2017 e permanece em andamento. Nosso objetivo com isso foi, além de contribui com os usuários que têm dificuldade em acessar os atendimentos odontológicos na atenção básica, promover e demonstrar as práticas em saúde coletiva, construídas em diferentes processos de trabalho e estreitamente ligadas a estruturas da sociedade. Relato de experiência: O programa destina-se aos usuários do Sistema Único de Saúde do município que não conseguem acessar as Unidades Básicas de Saúde, devido à baixa cobertura de saúde bucal municipal e às funções profissionais exercidas durante horário comercial pelos usuários. Os agendamentos são realizados segundo uma lista de espera com o contato de pacientes que manifestaram desejo de uma avaliação odontológica. Nas consultas, realiza-se então acolhimento, avaliação e atendimento destes pacientes até a conclusão do plano de tratamento. Conclusão: Importantes impactos foram alcançados até o presente momento, tanto em relação ao expressivo número de atendimentos odontológicos realizados quanto à redução das listas de espera para atendimento odontológico. Além disto, ressaltam-se que as ações de promoção de saúde ligadas ao projeto resultam em uma maior integração entre ensino-serviço-comunidade no município.

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Publicado

2020-07-03

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