“Eu não esqueço de jeito nenhum”: reflexões sobre estratégias de adesão às terapias antirretrovirais em Brasília

Autores

  • Ximena Pamela Díaz Bermúdez Departamento de Saúde Coletiva, Faculdade de Ciências da Saúde. Universidade de Brasília.
  • Edgar Merchán Hamann Departamento de Saúde Coletiva, Faculdade de Ciências da Saúde. Universidade de Brasília.
  • Claudio Viveiros de Carvalho

Resumo

A adesão às terapias antirretrovirais está muito vinculada à atenção em saúde e a outros fatores que contribuem à qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/aids. Os dados aqui apresentados fazem parte de uma pesquisa que buscou investigar os determinantes da não adesão aos tratamentos. A fase qualitativa incluiu perguntas abertas em entrevista semi-estruturada e a realização de quatro grupos focais com pessoas atendidos em centros de referência para DST e HIV do DF. Os dados mostram o impacto no cotidiano dos pacientes incluindo estratégias de lembrança, de ocultação dos medicamentos, empatia com equipes sensíveis, deslocamento para locais com melhor acolhimento e a preocupação com o futuro. Conclui-se que a adesão ao tratamento é um processo social complexo e dinâmico em que o individuo se vê obrigado a repensar e reconstituir sua trajetória de vida, num processo de ressocialização e de construção de uma nova identidade.

Biografia do Autor

Claudio Viveiros de Carvalho

Pós-Graduação em Ciências da Saúde. Faculdade de Ciências da Saúde. Universidade de Brasília

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Publicado

2011-06-29

Como Citar

Bermúdez, X. P. . D., Hamann, E. M., & de Carvalho, C. V. (2011). “Eu não esqueço de jeito nenhum”: reflexões sobre estratégias de adesão às terapias antirretrovirais em Brasília. Tempus – Actas De Saúde Coletiva, 5(2), Pág. 117-125. Recuperado de //tempusactas.unb.br/index.php/tempus/article/view/968

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